terça-feira, 1 de maio de 2012
— Você sente falta dela? — perguntou o amigo.
— Se eu sinto falta dela? Claro que não, ou você acha mesmo que eu iria sentir falta daqueles olhos verdes outrora azuis? Você acha mesmo que eu ia sentir falta daquela tampinha, que quando brava ficava na pontinha dos pés pra parecer mais raivosa? Claro que não. Um cara como eu nunca que iria sentir falta de uma garota como ela, afinal, ela era tão sem sentido, chorava e ria por tudo. Ela era uma boba, acreditava em todas as mentiras que eu contava a ela, caía como uma patinha. Eu nunca que iria sentir de lábios quentes como os dela, eu não sou o tipo de cara que sente falta de um balançar de cabelo, não sou o tipo de cara que sente falta de um andar ou de um cheiro de morango na minha blusa. Não sou o tipo de cara que sente falta de uma risada, ou de um toque, não sou do tipo de cara que sente falta de uma mordida, ou sente falta de um “eu te odeio seu idiota”. Não sou do tipo de cara que sente falta de uma doidinha que sempre derruba as coisas, não sou do tipo de cara que sente falta de uma crise de ciúmes, não sou o tipo de cara que sente falta das manias de alguém, ou do jeito de falar. Ou não era esse tipo de cara, porque essa garota, essa garota… Ela me mudou completamente, ela mexeu comigo por inteiro, nenhuma garota fez isso comigo, entende? Ela conseguiu me fazer sentir falta disso tudo. Eu sinto falta dela, demais.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário